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José Dirceu é indiciado na Operação Lava Jato por quatro crimes

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta terça-feira (1º) dois inquéritos da Operação Lava Jato e indiciou 14 pessoas, entre elas o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, que está preso na carceragem da corporação, em Curitiba, há quase um mês. Ele foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Na conclusão dos inquéritos, o delegado da PF Márcio Anselmo afirmou que há "fartos indícios de que José Dirceu de Oliveira e Silva e outras pessoas a ele relacionadas foram beneficiários diretos de valores objeto de desvios no âmbito da Petrobras, apurados na Operação Lava Jato". A filha e o irmão de Dirceu estão na lista de indiciados.
Os indiciados nesta terça (1º):
José Dirceu de Oliveira e Silva: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Camila Ramos de Oliveira e Silva: lavagem de dinheiro
Roberto Marques: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Julio Cesar dos Santos: falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Milton Pascowitch: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
José Adolfo Pascowitch: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Fernando Horneaux de Moura: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Olavo Horneaux de Moura: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Renato Duque: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
João Vaccari Neto: formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Gerson Almada: corrupção ativa e formação de quadrilha
Cristiano Kok: corrupção ativa e formação de quadrilha
José Antunes Sobrinho: corrupção ativa e formação de quadrilha
G1 tentou contato com os advogados de José Dirceu e familiares, de Milton e José Adolpho Pascowitch, de Renato Duque, de João Vaccari Neto e de Gerson Almada. Contudo, nenhum deles atendeu as ligações.
Os advogados de Cristiano Kok, João Antunes Sobrinho, Fernando Horneaux de Moura, Olavo Horneaux de Moura Filho e Júlio Cesar dos Santos não foram encontrados.
Ao fim do documento, o delegado ressalta que trata-se de relatório parcial, e pede ao juiz Sérgio Moro, da primeira instância da Justiça Federal, que os autos sejam devolvidos para que as investigações prossigam.
Afirma, ainda, que ficaram de fora do documento os dados apontados na delação de Milton Pascowitch envolvendo a Consist Software, uma vez que há "indícios da participação de autoridade com prerrogativa de foro".
Próximo passo
A partir da conclusão do inquérito policial, o Ministério Público Federal (MPF) pode apresentar uma denúncia à Justiça Federal contra os indiciados pela PF.
Caberá ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, aceitá-la ou não. Se aceita, os denunciados passam a ser réus, respondendo pelos crimes na Justiça. Veja aqui como é cada etapa de uma ação criminal.Atuação de José Dirceu
Conforme a investigação da PF, o ex-ministro atuava no esquema através de dois caminhos. Um deles consistia no relacionamento com executivos das empresas Hope e Personal, terceirizadas de serviços da Petrobras.
"Por terem sido 'apresentadas' à empresa por Fernando Moura e seu irmão Olavo Moura, 'apadrinhadas' por José Dirceu, o grupo passou a 'titularizar' uma parcela do faturamento dessas empresas, cujo pagamento era instrumentalizado por Milton Pascowitch", diz trecho da conclusão do inquérito.
A outra frente de atuação, segundo a PF, estava relacionada a empreiteiras com contratos com a Petrobras, como a Engevix, OAS, UTC, Odebrecht, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa. No inquérito, o delegado aponta que as empresas "teriam carregado vantagens ilícitas, dissimuladas como 'serviços de consultoria' para José Dirceu, seja diretamente ou ainda por meio da Jamp Engenharia".
Silêncio
Na tarde de segunda-feira (31), por orientação da defesa, Dirceu ficou em silêncio durante depoimento à PF. Pela manhã, ele também não falou à CPI da Petrobras que, nesta semana, está sendo realizada na capital paranaense para ouvir os presos investigados na Lava Jato.
José Dirceu foi preso na 17ª fase da Lava Jato, deflagrada no dia 3 de agosto. Segundo as investigações do MPF e da PF, Dirceu participou da instituição do esquema de corrupção da Petrobras quando ainda era ministro da Casa Civil, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Até ser preso na Lava Jato, o ex-ministro cumpria prisão domiciliar na capital federal devido à condenação na Ação Penal 470, conhecida como "mensalão". Por esse motivo, a transferência dele para Curitiba precisou ser autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.
Repetiu o esquema do mensalão'
O ex-ministro "repetiu o esquema do mensalão", de acordo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. "Não é à toa que o ministro do Supremo disse que o DNA é o mesmo. Nós temos o DNA, realmente, de compra de apoio parlamentar – pelo Banco do Brasil, no caso do mensalão, como na Petrobras, no caso da Lava Jato."
Segundo ele, Dirceu foi "instituidor e beneficiário do esquema da Petrobras", mesmo durante e após o julgamento do mensalão.
"Seu irmão fazia o papel de ir até as empresas para pedir esses valores", disse o procurador, afirmando que essa foi uma das razões para o novo pedido de prisão de Dirceu.
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva era sócio de Dirceu na JD Consultoria, empresa suspeita de receber R$ 39 milhões por serviços que não foram feitos.
Conforme as investigações, o grupo de Dirceu recebia propina por meio da JD por contratos na estatal. O grupo também teria recebido valores ilícitos em espécie de prestadores de serviços da Petrobras – as empresas Hope (recursos humanos) e Personal (serviços de limpeza).
Início do esquema
Segundo as investigações, Dirceu indicou Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras e, a partir disso, organizou o esquema de pagamento de propinas. Duque é réu em ações penais originadas na Lava Jato. Segundo o procurador, Dirceu era responsável por definir os cargos no governo Lula. O nome de Duque teria sido sugerido pelo lobista Fernando Moura.
Na 17ª fase da Lava Jato, os investigadores focaram em irregularidades de contratos com empresas terceirizadas, contratadas pela diretoria de Serviços, que pagavam uma prestação mensal para Dirceu através de Milton Pascowitch – lobista e um dos delatores da Lava Jato. Para o MPF, o ex-ministro enriqueceu dessa forma.
O juiz Sérgio Moro escreveu no despacho de prisão de José Dirceu que o ex-ministro "teria insistido" em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005.
17ª fase da Lava Jato_VALE ESTE (Foto: Arte/G1)

Criança de nove anos sofre estupro em Castelo do Piauí

Um novo caso de estupro foi registrado, em Castelo do Piauí. Desta vez, uma criança de nove anos, foi vítima de um conhecido da família. O caso ocorreu na tarde desta segunda-feira (31). 

Segundo informações repassadas à polícia civil, o abuso foi praticado quando a mulher responsável pela criança saiu de casa, para ir a um estabelecimento comercial próximo. Quando retornou à residência, a mulher viu que o suspeito estava com a mão tapando a boca da vítima.
 
O suspeito identificado apenas como “Severo”, fugiu do local. Policiais civis e militares estão em diligências para localizar o suspeito. 
 

Polícia deflagra Operação Integrada Gurguéia no sul do Piauí

Uma operação conjunta entre as polícias Civil, Militar e Polícia Rodoviária Federal foi deflagrada nesta terça-feira, 1º de setembro, com o objetivo de dar cumprimento a mandados de prisão e de busca apreensão nos municípios de Bom Jesus e Corrente, região sul do Estado.
IDelegado Willame Moraes(Imagem:Divulgação)Delegado Willame Moraes
As diligências realizadas durante a Operação Integrada Gurguéia visam ainda combater o tráfico de drogas, roubo a bancos e outros crimes praticados naquela região.
Imagem: DivulgaçãoOperação.(Imagem:Divulgação)Operação.
Ao todo, 150 homens das Policiais civis, militares, rodoviários federais, além da Força Nacional participam da operação.
Imagem: Divulgação150 homens participam da operação(Imagem:Divulgação)150 homens participam da operação

Policial que matou esposa se entrega à polícia em Teresina

O policial reformado Ribamar Barros, acusado de matar a própria esposa a facadas na última terça-feira (2), se entregou a polícia no final desta segunda-feira (31). 

De acordo com a delegada de Femicídio, Anamelka Formiga, ele se manteve calado durante todo o depoimento. “Ele se apresentou ontem e demos o cumprimento ao mandado de prisão que já havia sido expedido. No auto do interrogatório ele ficou calado”, disse.
Imagem: Brunno Suênio/GP1Residência localizada na rua 08 do Parque Itararé(Imagem:Brunno Suênio/GP1)Residência localizada na rua 08 do Parque Itararé
Ainda segundo a delegada, Maria Luísa de Sousa, de 59 anos, morreu após levar três facadas, os tiros que foram ouvidos pelos vizinhos não atingiu a vítima. “A gente ainda não recebeu o laudo, mas podemos dizer que ela veio a óbito por conta das três facadas. Duas no lado esquerdo do peito e outra no lado direito”, afirmou.

Relembre o caso

Na noite do dia 25 de agosto, o policial reformado, Ribamar Barros, matou sua própria esposa a golpes de faca no Parque Itararé, zona sudeste de Teresina. A vítima chegou a ser socorrida pelo filho, mas não resistiu e morreu no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O policial fugiu logo após o crime.

Dívida de R$ 500 levou jovem do DF a amarrar e queimar crianças, diz polícia

Foi preso na noite de segunda-feira (12) um artesão de 21 anos suspeito de ter amarrado e queimado dois irmãos  um menino de 9 anos e uma adolescente de 13 – em uma casa da QNM 7, em Ceilândia, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, o homem disse que cometeu o crime porque as vítimas, que morreram carbonizadas, gritaram quando ele invadiu a residência para levar um notebook, um tablet e uma máquina fotógrafica como forma de pagamento de uma dívida de R$ 500 feita pelo irmão mais velho delas.
Os corpos do garoto e da adolescente foram encontrados na tarde de segunda, e o suspeito foi localizado por volta das 19h. O homem usou cadeiras para barrar a saída dos quartos em que as vítimas foram colocadas e ateou fogo na casa. A polícia disse que o rapaz admitiu o que fez e não demonstrou arrependimento ao depor."Ele confessou o crime, não chorou, não se emocionou. Apenas narrou o que aconteceu", relatou o delegado Johnson Kenedy Monteiro, responsável pelo caso.

Na versão apresentada à polícia, o suspeito afirmou que teria vendido, alguns dias antes, peças de artesanato ao irmão mais velho das vítimas. No fim de semana, o homem contou que havia cobrado do cliente o valor dos produtos, e ouviu que deveria ir à casa da família na segunda-feira, para receber parte do valor.
Conforme o combinado, o artesão foi até a residência e lá recebeu R$ 100 do irmão das vítimas. Pouco depois, o rapaz voltou ao local, tocou a campainha e encontrou a criança e a adolescente sozinhas. Ele disse aos dois que havia voltado porque esqueceu algo e queria buscá-lo.Quando o homem falou que levaria embora um notebook para liquidar a dívida, as vítimas começaram a gritar. O suspeito, então, revelou que pôs a menina em um quarto e amarrou as mãos dela com um fio de telefone. Depois, conduziu o garoto a outro quarto e o amarrou com um pedaço de lençol rasgado.

O jovem decidiu, então, escorar cadeiras nas portas dos dormitórios para impedir que os irmãos saíssem, e colocou fogo na residência. Saindo de lá, o autor do crime ainda encontrou a mãe das vítimas na rua, que o cumprimentou.
Bombeiros e policiais militares em frente à casa das crianças achadas com as mãos amarradas e carbonizadas no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)
A Polícia Civil informou que o suspeito não tinha antecedentes criminais. Ele vai responder por duplo latrocínio (roubo seguido de morte) e pode pegar até 60 anos de prisão. Detido no Departamento de Polícia Especializada, o homem deve ser transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda ainda nesta terça-feira.

Presidente da Corte, Joaquim Barbosa sofre ameaças em redes sociais

A Polícia Federal (PF) investiga, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), ameaças de morte ao presidente da Corte, Joaquim Barbosa, em perfis de redes sociais na internet. Em um dos dois inquéritos de investigação, a PF descobriu que um dos que ameaçaram o ministro foi Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do PT em Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte.
"Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas", postou o petista no perfil do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, como informou a edição da revista Veja deste fim de semana.
"Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto Final. Estou ameaçando a um monstro que é uma ameaça ao meu país. Barbosa é um monstro e como monstro deve ser tratado", continuou Sérvolo. Procurada ontem pela reportagem, a direção nacional do PT disse que não iria se manifestar sobre o tema. Sérvolo não foi localizado pela reportagem.
Depois que começou a ser investigado pela PF, ele se mudou para Foz de Iguaçu. À revista, o petista diz que fez menção ao tiro na cabeça porque se lembrou da morte do PC Farias. "A burguesia brasileira age assim. Sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém", afirmou, completando que se quisesse de fato matar alguém não postaria a ameaça na internet.
No outro inquérito, segundo pedido do Ministério Público Federal, a PF investiga quem está por trás do perfil de Brasília que convoca membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF. Ameaça de morte pode render uma pena de até seis meses de prisão, de acordo com o Código Penal.(Com informações diariodepernambuco.com.br/ Foto ilustrativa).

Homem tenta matar sua ex-mulher a facadas.

A central de Operações  tomou conhecimento que houve uma tentativa de Homicídio na ultima rua da invasão do Ouro Preto e acionou a PA 26202 a ir ate o local no deslocamento a PA 202 localizou o acusado dessa tentativa e uma das vítimas a senhora Jaqueline que informou que após uma discursão o imputado seu ex companheiro desferiu varias facadas contra ela e seu atual companheiro atingindo 10 facadas  em seu companheiro que foi socorrido pelo SAMU para o HUT , onde esta sob cuidados medico. Diante dos fatos a PA 26202 conduziu o acusado à DP CIVIL, para serem adotadas as providências cabíveis.(Com informações ASCOM -5 BPM - Petrolina - PE).