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Edson Melo diz que CPI para investigar Firmino é bobagem

Em entrevista ao GP1, o vereador Edson Melo (PSDB) comentou a tentativa do vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT) de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a compra, pela Prefeitura de Teresina, de um terreno na zona sul da Capital. Edson Melo definiu a proposta do vereador petista como “bobagem” e afirmou que Dudu “joga para a plateia”, com ações inconstitucionais. 

“Bobagem! O vereador Dudu só joga para a plateia, é um vereador que joga tanto para a plateia que faz um projeto inconstitucional, como gratuidade nos estacionamentos dos shoppings, quando ele sabe que aquilo é inconstitucional, isso é só um exemplo”, disse. 
Imagem: Lucas Dias/GP1Edson Melo(Imagem:Lucas Dias/GP1)Edson Melo
O vereador afirmou não ter conhecimento do teor da denúncia de Dudu, mas afirmou que todas as desapropriações feitas pela Prefeitura são justificadas. 

“Esse caso especifico da denúncia do vereador Dudu eu não tenho conhecimento, mas, quero dizer que eu como superintendente já adquiri área dentro de minha superintendência e isso quando o prefeito vai desapropriar o terreno para alguns fins, esses fins são justificados”, afirmou. 

Edson Melo ainda afirmou que o prefeito não agiu de modo a ajudar o empresário e que todo o processo foi feito de forma legal, cumprindo todas as etapas. 
Imagem: Lucas Dias/GP1Edson Melo(Imagem:Lucas Dias/GP1)Edson Melo

“O preço do terreno tem que ser avaliado por uma empresa credenciada pela Caixa Econômica, uma empresa de ilibada reputação, depois que essa empresa faz a avaliação do valor isso ainda passa pela Procuradoria Geral do Município, depois vai para a Secretaria de Finanças, depois vai para a SDU. Eu duvido se vão pegar irregularidade do prefeito Firmino porque ele é cuidadoso, ele pode até ter interesse, o Dudu pode denunciar que ele está interessado em ajudar o empresário, mas, ele não faz ilegalidade”, pontuou

Vice-prefeito de São Julião pode ir a Júri Popular

Está pautado para amanhã (02) o julgamento do Recurso em Sentido Estrito ajuizado pela defesa dos quatro réus pronunciados pela morte do ex-vereador de São Julião, Emídio Reis da Rocha. O Recurso previsto no artigo art. 581, inciso IV, do Código de Processo Penal foi interposto contra a decisão de pronúncia prolatada pela juíza Nilcimar R. da A. Carvalho, da 5ª Vara da Comarca de Picos, que decidiu que os denunciados pelo Ministério Público pelo assassinato do ex-vereador devem ser julgados pelo Tribunal Popular do Júri. Se condenados, cada um pode pegar até 60 anos de prisão.
Imagem: DivulgaçãoJosé Francimar Pereira(Imagem:Divulgação)José Francimar Pereira
Na sentença de pronúncia a juíza narrou com riqueza de detalhes como se deu a trama e sua motivação, que teria sido por interesses políticos, uma vez que a vítima tendo concorrido a prefeitura de São Julião ficara em 2º lugar e dera entrada na Justiça com uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo - AIME contra o prefeito e o vice, na tentativa de cassá-los e assumir o cargo.

O Tribunal vai julgar o recurso interposto pelos réus Joaquim Pereira Neto (encanador), Antônio Sebastião de Sá (aposentado), Valter Ricardo da Silva (lavrador) além do vice-prefeito José Francimar Pereira.

O recurso tramita na 1ª Câmara Especializada Criminal e tem como relator o desembargador Pedro Alcântara Macedo.

Entenda o caso

Emídio Reis foi assassinado porque ameaçava a estabilidade do grupo político liderado pelo prefeito Zé Neci (PT) e seu vice, José Francimar Pereira (PP). Logo após as eleições de 2012, a vítima protocolou denúncias contra os gestores na Justiça Eleitoral, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público Federal. Essas ações, se procedentes, poderiam custar os mandatos de Zé Neci e Francimar.

Os primeiros rumores de que a vida do ex-vereador estava ameaçada datam desse mesmo período. “Durante a investigação, várias testemunhas relataram, em sigilo, que Emídio estava sendo ameaçado”, afirmou o delegado Luccy Keyko Leal Paraíba, que presidiu o inquérito que investigou a morte do ex-vereador.

O delegado informou ainda que a morte do político foi decidida na propriedade Canas, zona rural de São Julião. O prefeito Zé Neci estaria presente, mas não participou ou testemunhou a negociação.
Imagem: ReproduçãoEmídio Reis(Imagem:Reprodução)Emídio Reis
O vice-prefeito utilizou Joaquim Pereira Neto para intermediar o plano junto ao pistoleiro Antônio Sebastião de Sá, o Antônio Virgílio. Outros dois homens foram convocados para participar do crime: José Gildásio da Silva Brito e Válter Ricardo da Silva. Cada um deles receberia R$ 5 mil, totalizando R$ 15 mil.

O bando seguiu os passos de Emídio para conhecer sua rotina. Tramaram, inclusive, um encontro casual com a vítima em um restaurante na cidade de Picos.

Em 31 de janeiro, dia do crime, os criminosos acompanharam o carro do ex-vereador ao longo da BR-316. Emídio viajava de Picos para São Julião. Em certo ponto, Valter desembarca e pede a carona à vítima. Eles já se conheciam, por isso Reis não desconfiou de nada.

Os dois seguiram juntos até a estrada que dá acesso ao município de Alagoinhas, quando Válter pediu para descer. Naquele ponto, os outros membros do bando surpreenderam Emídio Reis. Rendido, a vítima foi levada em seu próprio carro até o local da execução, distante 120 km do local do sequestro.

Na propriedade rural Lajedo Preto, um local ermo, Emídio foi obrigado a descer do veículo. Em depoimento à Greco, Valtér contou que “o primeiro tiro foi logo para executar”. O delegado Menandro Pedro revelou que Antônio Virgílio disparou a uma distância de pouco mais de 30 centímetros da nuca do ex-vereador. O segundo disparo, afirma o policial, foi efetuado sem que os executores soubessem ao certo onde Emídio havia sido atingido, já que o local estava muito escuro. A bala perfurou a perna da vítima.

Os executores carregaram o corpo de Emídio por dez metros e cavaram a cova com as mãos e com o auxílio de um pedaço de madeira. “Por isso a cova ter ficado rasa”, disse o delegado Luccy Keyko Leal Paraiba.

Apesar de ter sido alvejado por dois tiros, Emídio Reis não morreu pelos ferimentos à bala. “Segundo o laudo cadavérico, a causa da morte da vítima foi asfixia, por ingestão de areia. Foi encontrada areia na traqueia da vítima. Ele, então, foi enterrado vivo”, afirmou o delegado Luccy Keiko Leal Paraiba.

O vice-prefeito de São Julião, José Francimar, Joaquim Pereira Neto, Antônio Sebastião de Sá, José Gildásio da Silva Brito e Valter Ricardo da Silva foram indiciados pela morte do ex-vereador Emídio Reis e respondem por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.